A gente se viu ali, a gente se viciou
Sem armas nem munição,
Eu era a granada , você era a mão.
E a sensação de desarmamento
A atração soprou como um vento.

A gente serviu de alvo, a gente civilizou.
As almas despreparadas que andavam nos cantos
A gente toda…. torceu pela gente.
No maremoto, fomos Celacanto.
 
Pra gente não era nada,
Caía e se levantava.
No caos de uma  ventania a gente era a casa.
E nas paredes retratos da gente,
No quadro a quadro contava pra sempre..

De  todas as coisas que eu disse aqui,
se você tirasse um pedaço saberia
o quanto eu quis falar da gente
sem soluçar.
 
E nunca se enfraqueceu
a festa que se armou.
E quando as ondas vieram a gente furou.
E floresceu na praia a semente
Pra habitar os dias da gente.

Violão nylon, piano elétrico, samplers de cordas,
baixo, percussões acústicas e eletrônicas
e voz: HB